Automedicação. Conheça 3 Perigos a Respeito Dessa Prática
Olá amigos e leitores do Enfermagem em Foco! Me chamo Isabelle Braga e estou aqui hoje para minha primeira postagem, vou abordar um assunto de grande importância, a automedicação. Todos os anos, cerca de 20 mil pessoas morrem no Brasil vítimas da automedicação, segundo dados da Abifarma (Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas).
É hábito da população “autoprescrever-se” medicamentos para as mais diversas moléstias, dada a variedade de drogas presentes hoje no mercado. Ao ingerir-se qualquer medicamento, seja ele prescrito por um profissional da saúde ou não, pressupõe-se que algo no organismo não esteja bem e que este medicamento trará a melhora, ou até mesmo a cura. Os medicamentos interagem com o nosso corpo (farmacocinética), e o nosso corpo interage com eles (farmacodinâmica). É um processo químico complexo, e, por causa dessa complexidade, faz-se necessários estudos. Ora, como um leigo irá entender de dosagem, por exemplo, de determinada droga para a cura do seu mal? Há que se chegue ao entendimento que a mesma droga que cura é a mesma que mata. A diferença entre o veneno e o remédio por assim dizer está na dosagem.
Problemas acarretados pela automedicação
Superdosagem
Normalmente, o paciente que se automedica desconhece a dosagem certa do medicamento. A composição química do medicamento por vezes é desconhecida de quem está fazendo uso, e, em altas doses, pode levar a uma intoxicação ou até mesmo ao óbito. Pode-se citar como exemplo o Paracetamol, um analgésico usado em larga escala e vendido indiscriminadamente nas drogarias e farmácias. O Paracetamol pode levar à lesão hepática, pois é altamente tóxico. Em doses adequadas, é um excelente medicamento, porém, em doses elevadas e em uso contínuo, pode levar ao óbito.
Interação medicamentosa
Medicamentos quando são utilizados concomitantemente podem causar sérios problemas, ou até mesmo podem um anular o efeito do outro. Quando um paciente hipertenso que faz tratamento com Captopril toma uma Aspirina, por exemplo, não vai conseguir ter sua pressão arterial diminuída como deveria acontecer. Outra interação medicamentosa que está em estudo, mas que deve ser considerada é o uso concomitante de suplementos de ferro e cálcio. Ambos se ligam, e um impede a absorção do outro. Pacientes ósseos, por exemplo, devem ser privar do uso de sulfato ferroso no período em que estiverem fazendo uso do cálcio.
Efeitos colaterais
Esses efeitos podem ser benéficos ou não. Popularmente, considera-se efeito colateral de um medicamento uma coisa ruim. Quando se consome um medicamento indiscriminadamente, o paciente está mais vulnerável a esse tipo de reação, pois normalmente o paciente desconhece o princípio ativo, as contra-indicações, etc.
Concluindo
Em suma, a automedicação é extremamente perigosa e deve ser combatida, e o velho ditado “de médico e de louco todo mundo entende um pouco” deve ser deixado de lado. O consumo inadequado de medicamentos tem trazido graves consequencias à saúde humana, e isso só acabará com a conscientização da população para este fato. Não se trata de hipocondria, mas de hábitos, de cultura passada de geração em geração. Por hoje é só! Participe de nosso blog! Não sabe como? É fácil, basta nos seguir no Twitter @AlessandroBlog, @LucasRb03, assinar nosso Feed ou Subscreva nosso conteúdo por e-mail gratuitamente. Dessa forma receberá as nossas atualizações em seu leitor de feed, em sua caixa de e-mail ou atravéz de seu twitter.
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